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ESCOLA E DEMOCRACIA - DERMEVAL SAVIANI A pedagogia revolucionária não vê necessidade de negar a essência ( pedagogia tradicional) para admitir o caráter dinâmico da realidade como o faz a pedagogia da existência( Escola Nova), inspirada na concepção "humanista" moderna de filosofia da educação. Também não vê necessidade de negar o movimento para captar a essência do processo histórico como o faz a pedagogia da essência inspirada na concepção "humanista" tradicional de filosofia da educação. A pedagogia revolucionária é critica. E por ser critica, sabe-se condicionada. Longe de entender a educação como determinante principal das transformações sociais, reconhece ser ela elemento secundário e determinado. Entretanto, longe de pensar, como o faz a concepção critico-reprodutivista que a educação é determinada unidirecionalmente pela estrutura social dissolvendo-se a sua especificidade, entende que a educação se relaciona dialeticamente com a sociedade.
       Estudos, reflexões, prova, seleção, mestrado, estou fazendo a minha parte, ajuda universo. Os movimentos sociais são o coração, o pulsar da sociedade. Touraine
UMA REFLEXÃO SOBRE A TEORIA DO SISTEMA DE ENSINO ENQUANTO VIOLÊNCIA SIMBÓLICA Esta teoria está desenvolvida na obra “A reprodução: elementos para uma teoria do sistema de ensino, de P. Bourdieu e J C. Passeron (1975). O ensino enquanto violência simbólica. Como assim? Segundo essa teoria, a função da educação é a de reprodução das desigualdades sociais. E essa função está mascarada por discursos bonzinhos de desenvolvimento integral e humano do alunado. Na verdade, o que de fato ocorre é uma reprodução cultural que contribui especificamente para a reprodução social. Os autores tomam como ponto de partida que toda e qualquer sociedade estrutura-se como um sistema de relações de força material entre grupos ou classes. Sobre a base da força material, sob sua determinação, erige-se um sistema de relações de força simbólica cujo papel é reforçar, por dissimulação, as relações de força material. É essa a ideia central contida no axioma fundamental da teoria. Senão vejamos o seu enunc...
ALGUMAS REFLEXÕES SOBRE IDENTIDADE A questão das identidades está sendo intensamente discutida na teoria social.  Por quê? Por que há uma grande preocupação por parte dos estudiosos (filósofos, historiadores e sociólogos) com a afirmação das identidades pessoais e culturais no contexto atual, marcado pelo ressurgimento do nacionalismo e de outras formas de particularismo no final do século XX, ao lado do processo de globalização. Em seu artigo, Identidade e Diferença: uma introdução teórica e conceitual, Kathryn Woodward, afirma que a identidade marca o encontro de nosso passado com as relações sociais, culturais e econômicas nas quais vivemos agora. A identidade é a intersecção de nossas vidas cotidianas com as relações econômicas e políticas de subordinação e dominação. Nessa perspectiva, a reflexão sobre as principais questões que norteiam a temática “Identidade” permite que pensemos sobre as nossas vidas, o movimento da nossa história e sobre as possíveis mudanças e tran...
            A MASSAI BRANCA: HÁ ESPAÇO PARA O AMOR NO CONFRONTO DE DUAS CULTURAS? O filme a “A Massai Branca” foi baseado no livro autobiográfico de Corinne Hofmann. A escritora nasceu em Frauenfeld, em 1960, no cantão Thurgau, filha de mãe francesa e de pai alemão. Antes de partir para o Quénia, tinha uma loja de roupa na Suíça. Quando voltou, escreveu The White Masai (traduzido para inglês em 2005 O livro vendeu mais de 4 milhões de exemplares na Alemanha, Aústria e Suíça e foi traduzido para 23 línguas.   O filme “A Massai Branca” aborda diretamente diversas temáticas envolvendo cultura. Seu enredo retrata aspectos relacionados ao etnocentrismo, questões de gênero, valores morais, relativismo cultural, choque cultural e o confronto de culturas. Através de um drama/romance somos provocados a refletirmos sobre as diversas interfaces desses assuntos. O filme narra a história de uma suíça (Carola), uma mulher bela, culta e bem sucedida, ...
                Século XXI: uma era de crises e incertezas     Cada minuto algo nos perturba e nos choca. Parece que o metodismo organizador das vidas passadas já não existe mais. Violençia, corrupção, injustiças e desafetos fazem parte do nosso dia-dia.           Na mente está escrito as leis e as doutrinas da vida, mas a dificuldades de por em prática é imensurável. 
Darfur e seus mortos: regime turco-egípcio, guerra de secessão, golpe de estado e genocídio           Darfur é uma região do extremo oeste do conflituoso território sudanês, cujo nome significa “Terra dos Fur”. Um local marcado por uma terra árida e desértica. Em consequência, a população sempre sofreu com a escassez de água e as terras, na maioria, improdutivas. A população da região é formada por dezenas de tribos de agricultores nômades que buscavam frequentemente uma terra arável. Em 1884 e 1885, os darfunianos sofreram com uma terrível seca que devastou as áreas cultiváveis e matou muita gente, cerca de 175 mil pessoas. O descontentamento com a política de Sudão e o fracasso dos governantes em mitigar a penosa situação de Darfur suscitou a ira dos darfunianos. Sudão e por muito tempo foi governado pelo regime turco-egípcio e este era caracterizado pela corrupção, incompetência, cobrança de altos impostos e corrupção, além de ter c...